Nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910 alguns militares da Marinha e do Exército iniciaram uma revolta nas guarnições de Lisboa, com o objectivo de derrubar a Monarquia. Juntamente com os militares estiveram a Carbonária e as estruturas do PRP (Partido Republicano Português). Na tarde desse dia, José Relvas, em nome do Directório do PRP, proclamou a República da varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Apesar de o 5 de Outubro não ter sido uma verdadeira revolução popular, mas sobretudo um golpe de estado centrado em Lisboa, a nova situação acabou por ser aceite no País e poucos acreditaram na possibilidade de um regresso à Monarquia.
Seguiu-se um período de democracia republicana, caracterizado por forte instabilidade política, conflitos com a Igreja, mas também grandes progressos na educação pública. A chamada I República Portuguesa terminou em 1926, com o golpe de 28 de Maio, a que se seguiram muitos anos de ditadura.
Após o 5 de Outubro foi substituída a Bandeira Portuguesa. As cores verde e vermelho significam, respectivamente, a esperança e o sangue dos heróis. A esfera armilar simboliza os Descobrimentos. Os sete castelos representam os castelos do Algarve conquistados por D. Afonso III. As cinco quinas significam os cinco reis mouros vencidos por D. Afonso Henriques. Finalmente, os cinco pontos em cada uma das quinas lembram as cinco chagas de Cristo.
O hino A Portuguesa, composto em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, tornou-se o Hino Nacional.
O hino A Portuguesa, composto em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, tornou-se o Hino Nacional.


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