A nostalgia é sem sombra de dúvida um sentimento que permanece constantemente dentro de nós.
Recordar será com certeza. óptimo, viver obcecado pelo passado, será parar o relógio do tempo.
Se algum dia, por um pequeno acaso for feliz; jamais quererei ser o que sou hoje!"
Seria o destino o culpado de dois seres se terem encontrado tão poucas vezes, para que estes se pudessem conhecer tão intimamente? Seria o destino o culpado destes dois seres se amarem duma forma tão pura e tão intensa? Seria este amor tão verdadeiro ou mais, que aquele que existe á muito tempo?
Este amor era o mais verdadeiro de todos os amores, não havia mentira, simplesmente havia conforto e bem-estar. Éramos dois seres que se completavam!
Por momentos senti um vazio no meu interior, uma voz que me dizia algo imperceptível, uma estranha sensação que alguma coisa iria acontecer e mudar a minha vida.
O meu ego dizia que estava na hora de fazer uma mudança radical, em busca da felicidade.
No entanto, o meu racional continuava preso a uma vida medíocre, na tentativa de sobreviver ao quotidiano já definido.
Precisava de um pequeno empurrão para que a minha vida se transformasse num encorajamento para atingir um pequeno “Eden” terrestre, que seria a verdadeira felicidade, sem traição.
Esta era a estranha maneira de amar que se encontrava entranhada no mais profundo dos meus pensamentos:
“- Será que devo ir?
- Será que devo ficar?
- Será que devo partir para amar?
- Será que devo continuar para odiar?”
Foi precisamente a forma e a sensação que tive no momento em que a Angélica abraçou o Corvo, que me fez sentir que nunca mais seria como um dia já tinha sido.
Depois de sairmos do aeroporto, cheia de entusiasmo Angélica contava-nos, freneticamente o último ano passado em Londres.
As novidades, as noites passadas sem dormir, os bares e discos da capital inglesa, os novos amigos, a nova escola, as modas, ou seja, tudo era recitado como se tivesse sido decorado para a prova final.
Jantamos nessa noite, num pequeno restaurante na zona velha de Leça, um fabuloso peixe grelhado, acompanhado por uma maravilhosa garrafa de vinho do douro.
Angélica permanecia continuamente, e mais de duas horas seguidas a falar dela, sem que nos tivesse deixado, tanto a mim como ao Corvo, dizer como estávamos.
Aquela, sem sombra de dúvida, não era a Angélica que conhecera…
Androide-luc!!!

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