A consciência e a oportunidade de recusar fazer o que me era oferecido, dava-me o livre arbítrio de decidir. Aquilo que nunca me foi dado a escolher, jamais será conseguido por mim!
Viver a vida constantemente pensando na morte, faz de nós seres fracos. Somos seres que por temermos sermos fortes, decidimos deixar que os outros arrisquem as nossas vidas.
A boa esperança dos outros, será sempre a nossa tormenta. (Tal como o cabo que sempre teve as duas referências).
O mais belo de todos os princípios será sempre o princípio do destino, será sempre ele que resolverá todos os nossos problemas!"
A densa e húmida floresta era o cenário desta perseguição sem fim; numa noite de tempestade que me remetia constantemente para o chão.
Quanto mais corria, mais o lobo se aproximava de mim, com uma expressão de fúria.
Numa só golpada o lobo transmitiu sobre mim, todo o ódio que nutria pela raça humana; e como salvador da sua espécie, deu origem ao extermínio do Homem…
Encharcado num suor frio, dei um salto da cama, ficando por momentos sem saber se o sonho era ou não real.
Com o medo estampado na minha cara e a tremer, fui directamente lavar o rosto e beber um copo de água gelada, seguindo-se de um cigarro que acabei por fumar na varanda no meu quarto.
Eu vivia no último andar de um prédio tipicamente ribeirinho, muito perto da Sé do Porto, e possuía uma vista magnífica para os telhados das casas dos bairros vizinhos, e possuía uma vista privilegiada para o fabuloso quadro real, que era o rio Douro.
Depois de tudo isto, sentei-me na minha secretária, e coloquei-me á frente do meu portátil, e comecei a escrever continuamente.
Eu tinha acabado de mostrar ao Corvo, umas notas que tinha tirado na noite anterior, para o livro que estava a escrever.
Eu, o Anjo Negro, lutava pela ideologia em que acreditava, os princípios Góticos, uma das poucas coisas que me faziam acreditar que o amor poderia ser não uma utopia, mas sim uma realidade.
O idolatrava toda a minha paixão pela minha amada, e isso era feito no mais puro dos silêncios.
Acreditava que dois seres conseguem viciar-se um no outro, sem que as suas vidas se tornem cansativas e desgastantes.
O Corvo era mais volúvel, acreditava no seu ideal, contudo separava-o do real. Para ele a cultura, os ideais, a religião, e todos os princípios filosóficos, pertenciam a uma estância contemplativa; o mundo, as pessoas e todos os seus acessórios, pertenciam a uma estância real (onde os deveres e direitos dos cidadãos estão devidamente contemplados no sistema organizacional dos estados).
Completamente concentrado nas notas, o Corvo e eu continuávamos a passear pelas margens da ribeira do douro, com a ponte de D. Luiz e os barcos rebelos como companhia.
- Sabias que a Angélica chega este fim-de-semana?- perguntou-me o Corvo.
- Mas, falei com ela ontem, e não me disse nada? – respondi com alguma mágoa.
- Não te devia querer perturbar, sabia que poderias querer ir busca-la ao a aeroporto, e como sabe que andas muito concentrado na investigação para o livro…
- O.K., pode ser isso! Mas continuo achar que me podia ter dito que chegava daqui a três dias! - Nesta altura estava visivelmente intrigado.
- Mas, se a vais buscar ao aeroporto, quero ir contigo, O.K.?
Então, ficou assente naquele preciso momento que iríamos os dois esperar a Angélica, daqui a três dias ao aeroporto Sá Carneiro…
Androide-luc!!!

1 comentários:
Ola ritinha.
Gostei mais da tua presença neste blog do que no peido...
parabens! xD
Continua, Gil
Enviar um comentário