E apesar de todas as confusões, cada vez mais gosto de andar nos escuteiros. Podemos até deixar tudo para a última da hora e fazer as coisas em cima do joelho mas, no final, corre tudo bem...
No começo do século XIX, a Inglaterra enfrentava pelo menos duas guerras: a externa, contra Napoleão e suas tropas, e a interna, com a 2ª revolução industrial a causar desemprego e revolta entre os operários, muitos se voltando contra os teares mecânicos para destruí-los. É neste pano-de-fundo que Charlotte Brontë situa o seu 3º romance (os anteriores foram O Professor e Jane Eyre), usando o conflito entre os donos das fábricas e os operários como uma das alavancas da história.
Classificação: 3(0-5)
Apesar da tradução não ser das melhores, com alguns erros ortográficos e de ter os nomes traduzidos (não gosto nada), a história até não é má. Tem alguns momentos mais aborrecidos mas no global é bastante apelativa e apesar de não ser um intriga de emoções fortes, é bastante enternecedora. Aconselho principalmente aos leitores que gostam de romances de época.
Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Wes Bentley, Stanley Tucci,Donald Sutherland, Toby Jones
Acção, Drama, Ficção Científica
142m
2012
Todos os anos, nas ruínas do que foi outrora a América do Norte, o Capitólio da nação de Panem força cada um dos seus Distritos a enviar um rapaz e uma rapariga para competir nos Jogos da Fome. Uma perversa punição para uma revolta do passado e uma tática de intimidação do governo, Os Jogos da Fome são um evento transmitido pela televisão para todo o país em que os “Tributos” devem lutar um contra o outro até apenas restar um sobrevivente.
Katniss Everdeen, uma jovem de 16 anos, oferece-se como voluntária no lugar da sua irmã mais nova para entrar nos Jogos, e é obrigada a confiar no seu instinto apurado e no seu mentor, o alcoólico e antigo vencedor Haymitch Abernathy quando é confrontada com altamente treinados Tributos que se prepararam toda a vida para estes Jogos. Para poder regressar a casa no Distrito 12, Katniss tem de fazer escolhas impossíveis na arena, que colocam a sobrevivência contra a humanidade e a vida contra o amor.
Classificação:3.5(0-5)
Gostei. Ao contrário do que acontece com Twilight, também um filme destinado principalmente ao público mais jovem, este filme, para além de romance (mas não em excesso), tem uma acção apropriada e justificada, que motiva o espectador. A caracterização da sociedade está muito interessante, com toda aquela visão futurista e todas aquelas cores.
Otto Gross: For a neurotic like myself, I can't possibly imagine a more stressful concept."
"Carl Jung: Pleasure is never simple, as you very well know.
Otto Gross: It is... of course it is. Until you decide to complicate it. Which my father calls maturity. What I call surrender."
A Dangerous Method
Não gostei muito do filme mas esta personagem, Otto Gross, e toda a sua teoria fez-me rir e pensar na selvajaria que não seria se a sociedade fizesse aquilo que ele sugere...
Se viver não é fácil, por outro lado, morrer parece ser a coisa mais simples do mundo. Uma doença ou um acidente, e lá está a morte à nossa espera.
Claro que não podemos nem devemos estar a pensar nisso todos os dias. Pensar na morte, impede-nos de viver a vida.
Mas num dia como o de hoje, em que alguém próximo da minha família partiu, não consigo pensar noutra coisa. Em como a vida é efémera e o cancro é um tirano.
E às vezes há momentos em que, cá em casa, eu, a M. e a C. rimo-nos durante mais de meia hora e chegamos ao ponto de já não saber qual foi o motivo que nos provocou as primeiras gargalhadas.
Um homem foi a uma laranjeira que tinha laranjas, mas não comeu laranjas. Quando regressou não trouxe laranjas, e a laranjeira ficou sem laranjas. Quantas laranjas tinha a laranjeira inicialmente?
Olhando para o conteúdo desta imagem cheguei à conclusão que deveríamos prender todos os sagitários, carneiros e peixes e assim já não havia mal no mundo. Depois só deveriam ser permitidas relações entre touros, caranguejos e capricórnios. Afinal eles é que são os verdadeiros amantes. Os restantes signos poderiam andar em paz na terra e limitar-se à função de serem amigos leais e capazes de guardar segredo...
Depois, dou graças por não acreditar que os signos determinem a personalidade de uma pessoa ou aquilo que ela faz, e a conclusão final a que chego quando olho para uma imagem deste tipo é: TRETAS!
Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado.
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.
Classificação:4(0-5)
Eu adoro a escrita deste autor. Os seus livros são sempre tão sombrios, misteriosos e ao mesmo tempo cheios de vida e de bravura. Este não é excepção e, por ser uma história muito simples, chegamos ao final do livro sem nos apercebermos.
Ben
Kingsley, Sacha Baron Cohen, Asa Butterfield, Ray Winstone, Emily Mortimer,
Christopher Lee, Jude Law. Aventura, Drama 127 min. 2011
O filme conta a história de um órfão que vive em segredo nas paredes de uma estação de comboios de Paris. Com a ajuda de uma rapariga excêntrica, ele procura a resposta para uma misteriosa ligação entre o pai que perdeu recentemente, o mal-humorado dono da loja de brinquedos que vive por baixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente, sem chave.
Classificação:4(0-5)
É um filme tão terno. A magia dos acontecimentos, a beleza da história e a grande homenagem ao cinema fazem deste filme um grande filme e um dos melhores do ano.
O 3D está excelente. Sinceramente foi o melhor filme que vi em relação a esta tecnologia.
"Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um facto inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar."
É o horror! A tragédia! O drama! Tudo porque aparecem umas imagens do Drogba numa brincadeira a imitar medo e choque. E os benfiquistas e a comunicação social fizeram daquele gesto, que nem se sabe bem em que contexto é que surgiu, uma grande ofensa e um grande desrespeito para com o clube. E a mim só me apetece rir. A comunicação social torna-se ridícula a dar ênfase a uma coisa destas. É que, para mim, as imagens só mostram uma brincadeira de um jogador que nem tinha consciência que estava a ser filmado.
Uma apaixonante aventura protagonizada por personagens inesquecíveis, cujas vidas constroem um magnífico retrato da história do século XX. Desde os anos da Segunda República espanhola até à queda do Muro de Berlim, passando pela Segunda grande Guerra e pela Guerra Fria, o novo romance de Julia Navarro transborda de intriga, política, espionagem, amor e traição.
CLASSIFICAÇÃO: 4 (0-5)
A história é marcante, intensa e viciante. Gostei da forma como os principais eventos do século XX foram abordados porque, apesar de abordar muito as questões políticas, não o considerei um livro muito pesado. Na verdade, gostei muito. A forma como a história é contada e como o narrador narra os acontecimentos é muito interessante e agradável.
Elenco: Jean
Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller,
Malcolm McDowell.
Géneros: Romance, Comédia, Drama.
Duração: 100min.
Ano: 2011
Sinopse:
Hollywood, 1927. George Valentin é uma das maiores estrelas
do cinema mudo. Certo dia conhece Peppy Miller, uma jovem e ambiciosa
figurante, por quem fica fascinado. Mas a chegada dos filmes sonoros marca o
fim da carreira de George, e faz de Peppy a nova grande estrela da nova
indústria.
CLASSIFICAÇÃO:5(0-5)
Simples e bonito. Um filme onde a expressividade é a peça
fulcral. O modo como a história se desenrola, com a evolução do som, tornam o
filme inteligente e perspicaz. Excelente homenagem ao cinema mudo!
"As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para ...brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. AS MULHERES DO NORTE DEVERIAM MANDAR NESTE PAÍS!"
Irritam-me certos comportamentos humanos de tal forma que começo a perder a minha fé na humanidade. As pessoas são cada vez menos humildes e muito mais superficiais. Sei que há pessoas a passar fome só para poderem continuar a vestir roupa de marca. Mas pior que isso, a fazer os filhos passarem fome só para conseguirem manter as aparências. Isto é só uma das provas de que, para além de estarmos a passar por uma crise financeira, estamos a passar por uma crise de valores.
E de dia para dia a sociedade afunda-se mais um bocadinho na maré de falsidade e hipocrisia.
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Robin Wright, Goran Visnjic.
Géneros: Thriller, Drama.
Duração: 158min.
Ano: 2011
Sinopse:
Um jornalista desacreditado e uma misteriosa hacker formam uma inesperada dupla que vai investigar o desaparecimento de Harriet Vanger, a pedido do tio que suspeita que terá sido morta por um membro da família. Quanto mais perto ficam da verdade, contudo, maiores riscos começam também a correr, já que família Vanger tudo fará para manter os seus segredos bem guardados.
CLASSIFICAÇÃO: 5(0-5)
O filme está muito bom. Gostei muito do enredo, que é muito muito cativante e surpreendente, e, principalmente, da personagem interpretada por Rooney Mara. É uma personagem que nos fica na cabeça mesmo depois do filme acabar.
"She can lead you to love, she can take you or leave youShe can ask for the truth but she'll never believeAnd she'll take what you'll give her as long as it's freeYeah, she steals like a thief, but she's always a woman to me"
Não conheço o
seu trabalho e por isso não posso dizer que sou fã. No entanto, adorei a sua
performance n’”O Artista”. Tão natural e carismático. O Óscar de melhor actor
não poderia ser mais merecido.
Hoje fui com o S. tomar café. Fomos a um café a Guimarães e tenho a sensação que nunca mais lá vou. Nós os dois só fazemos cenas parvas. As pessoas que lá estavam deviam pensar que éramos tolos.
Mas pelo menos deu para rir, aliviar o stress e tomar um cappuccino delicioso!
Três mulheres extraordinárias e muito diferentes no Mississippi durante os anos 60, que construíram uma improvável amizade em torno de um projecto secreto que quebra todas as regra sociais e as coloca a todas em risco. Desta inesperada aliança, emerge uma admirável irmandade, incutindo-lhes uma coragem para transcenderem os próprios limites, e a consciencialização de que às vezes esses limites existem para serem ultrapassados – mesmo que isso signifique que todos na cidade tenham de confrontar-se com os tempos de mudança.
CLASSIFICAÇÃO:5(0-5)
Adorei. Lindo, comovente, arrebatador! É impossível ficar indiferente a um filme como este. As interpretações são excelentes e a mensagem transmitida é maravilhosa!
Quando é que uma amizade acaba? Haverá um momento certo para isso acontecer ou é o desgaste que acaba com ela a pouco e pouco.
Hoje perdi uma amiga. Se estou triste? Estou, mas há certas alturas em que nós percebemos que acabou, que não há nada a unir-nos e que há um conjunto de mentiras a separar-nos.